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De 2021 a 2025, Isadora esteve na coordenação do Centro de Documentação do c.e.m - centro em movimento (Lisboa, PT). Neste período, trabalhou a Documentação enquanto uma prática de acompanhamento de criações e investigações que pode manifestar-se em diferentes suportes e através de diferentes gestos - escrita, filme, audio, fotografia, desenho, a dança e o próprio corpo.
A documentação difere-se do registro, uma vez que a documentação não tem a intenção de agarrar o acontecimento, mas sim de acompanhá-lo desde dentro. Nessa perspectiva, o registro está mais ligado a preservação de um passado e a documentação à qualidade de ressonância do agora. São modos diferentes de se acompanhar um acontecimento, que geram qualidades diferentes de documentos.
Em 2023, junto de Coline Gras, Sofia Neuparth, Bruno de Azevedo e da BZ5RECORDS, iniciou um conjunto de práticas para criação de um arquivo em movimento que organizou documentos em fotografia, recortes de jornal, filmes em VHS, DVD's, cartas e escritos que documentam o caminho de nascimento do c.e.m e os trabalhos deste organismo no intervalo de 1992 a 2009.
Perguntando-se o que pode ser um arquivo e intuindo esta pergunta repousa na qualidade do encontro que se estabelece com esses materiais. Foram inauradas uma série de práticas de demora com esses documentos.
Essas práticas incluíram a digitalização de material físico e sua organização num HD externo que pode ser consultado no c.e.m, a criação de álbuns e cadernos artesanais que acolhem fotografias e folhas de sala de criações diversas e a projeção de filmes no evento Espaço Experimental - 30 anos.​​​​​​​
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